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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Madame Bovary e uma visão do amor


  Vi que existem ótimas analises sobre o livro Madame Bovary escrito por Gustave Flaubert em 1857 mas não quero focar no adultério tema retratado na obra; vou falar desse amor idealizado e propagado pela literatura romancista clássica.
   Esse amor que vence qualquer barreira e que no final sempre leva ao "viveram felizes para sempre" é tão ilusório que chega a beira do ridículo.
  Esses amores irreais sempre acabam mal geralmente destruindo uma das partes seja pelo suicídio seja pelo crime.
  Poxa sinceramente sei que amar é ótimo e que é importante também mas amar idealizando o que poderia ser ou acontecer é realmente uma doença.
  Não estou dizendo que não acredito em grandes amores que duram uma vida inteira mas estou dizendo que não acredito nesses contos de fadas que sempre acabam bem porque a vida real não é assim.
  O ideal amoroso de Emma Bovary era tão impossível que sinceramente o que faltava para ela era amor próprio e amor pelas coisas que tinha, tanto a sua volta quanto que foi conquistando.
  Devo admitir que passei pessoalmente por isso e quando acabava eu me perguntava em que eu tinha errado quando na verdade o erro não era só meu mas dos dois afinal minhas atitudes tinham um peso mas as deles com certeza tinham peso iguais ou superiores as minhas.
   Quando se trai obviamente não existe amor e nem respeito com o outro e já que não se ama e respeita porque então não terminar com a relação de forma digna??
   Nos tempo de Emma Bovary isso realmente era impossível ainda mais se tratando de um casamento mas hoje em dia não é e ainda assim ainda continua-se com a infidelidade.
   Mas essa infidelidade unida a um amor idealizado leva realmente a loucuras no caso de Emma o suicídio mas ultimamente vemos muitíssimos assassinatos por motivos passionais.
   Então o que me chamou muita atenção nessa obra é esse amor irracional e idealizado levado até as ultimas consequências e por isso me encantou tanto, por quê meu lema de vida que um dia foi : "minha felicidade é fazer feliz o outro" me anulando e me deixando em segunda as vezes em ultima posição e hoje meu lema é: "ser feliz por ser quem sou, por ter o que tenho e me amar para um dia amar alguém de forma saudável e auto sustentável".

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

80 dias de dúvida



Não eu não levei 80 dias para ler mesmo assim fiquei com uma dúvida que pretendo esclarecer aqui. Sei que parece apelação e que eu só goste de fazer leitura adulta. De fato tenho lido as "Sagas para mamães" e tenho achado de certa maneira bem "empolgante" principalmente pelo fato de eu ser Mãe e solteira.
Essa saga inacabada que lançou apenas o primeiro livro me deixou muito intrigada. Ao ver o nome pensei mesmo é sério são 80 dias de sexo corridos???? Será possível?????
Pois é lendo eu vi que não é bem isso é que em 80 dias foi o tempo que a história desenrolou.
Seria propaganda enganosa o titulo então????? Não se você pensar que nesses 80 dias os personagens descobriram seus mais obscuros desejos mas se você fizer como eu fiz e realmente "julgar o livro pela capa" ai sim você se sentirá enganado.
Sobre a questão da originalidade ficou um pouco a desejar na descrição dos personagens por se assemelhar demais aos personagens da saga 50 tons mas no restante a história superou em 100% o que eu tinha imaginado se tratar afinal essa obra sim é expressamente BDSM e fala do submundo ao qual é bem mais complexo do que eu acreditava.
Então é um livro que é bem menos romântico que 50 tons e com certeza absoluta se enquadra em machista mas não é exatamente um livro ruim, afinal pode ser bom para alguém.

Sagas que me deixam realmente pirada




Gente fala sério né parece que agora só se sabe escrever sobre sexo ou sobre Vampiros, Conjuradores (que na minha visão é a mesmíssima coisa de chamar de bruxo) e Anjos/demônios. Nada contra afinal eu já li todos eles mas poxa podiam pelo menos ter um pouco mais de criatividade no quesito originalidade porque desculpa eu não vejo diferença alguma entre Saga Crepúsculo, Saga Fallen e Saga Beautiful Creatures a não ser o tema gerador que é Vampiros em crepúsculo, Anjos em fallen e conjuradores/bruxos em Beautiful creatures. 
Volto a dizer que adorei todas elas mesmo faltando muito no quesito originalidade foram leituras que enquanto não terminei a saga não consegui me acalmar. Acho que a prova que eu amei a saga crepúsculo é minha única filha que recebeu nome de duas das personagens da saga kkkkkkkkkkkkkk realmente um lembrete eterno.
Sobre a saga Fallen eu quero dizer que é emocionante e ao mesmo tempo muito intensa a sua trajetória e a cada luta entre os anjos e os demônios (que na verdade são anjos mas que preferem os atos de maldade que atos de bondade) para salvar a vida do grande amor.
Em Beautiful Creatures a escolha entre o bem e o mal em um clã de conjuradores transforma toda uma cidade. É estranho essa nomenclatura já que conjuro e feitiço são praticamente e até tecnicamente a mesma coisa apesar de um conjuro ser apenas recitado e um feitiço envolva poções e outras coisas, mas ambos são usados por bruxos daí minha visão de que conjuradores e bruxos sejam a mesma classe.
Mas não quero entrar num debate sobre todo esse universo mistico quero dizer que eu fiquei alucinada com essas histórias, que mexeram com os meus mais profundos sonhos: o de achar um grande amor, um amor que vença qualquer barreira, que faça qualquer coisa pelo outro, que seja maior que a própria morte.
Sei que é como esperar o príncipe encantado mas quem sabe ele não esteja por aí????

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Pirações em 50 tons

São muitas as críticas sobre a trilogia 50 tons de cinza; a grande maioria diz se tratar de uma trilogia machista. Eu quero mostra os pontos que fazem com que essa trilogia não seja machista, mas apenas a respeito de um grupo especifico.
A visão machista se configura basicamente no primeiro livro “Fifty Shades of Grey” (titulo original) por que o personagem principal tem um comportamento muito degradante com as mulheres ao qual se relaciona intimamente. Só que durante a minha leitura e dialogando com uma Psicopedagoga a respeito do que eu estava lendo, a mesma me disse: “Hummm, ele tem o comportamento de alguém que sofreu abusos na infância. Ou ele foi abusado sexualmente ou fisicamente.” Detalhe essa conclusão foi apenas com o meu relato, a mesma não leu o livro para saber, mas todos sabem que sim ele foi mesmo abusado sexualmente e fisicamente. Por tanto seu comportamento é pautado sob seus traumas e desse modo tê-lo como machista é uma visão de certa forma distorcida dos fatos reais ali explicitados.
Fatos reais já que mesmo sendo uma obra ficcional ela aborda a temática dos abusos durante a infância e a durante uma inicialização sexual.
Então vejamos de fato o que os livros 50 tons trazem para o leitor que não ficar preso apenas às aparências descritas no primeiro livro.
1 – Se trata de um grupo de pessoas que sentem prazer ao infligir dor ou subjugação ao parceiro. Esse grupo faz uso das práticas de BDSM que significa exatamente bondage, dominação, sadismo e masoquismo onde cada nome representa uma forma de técnica e de intensidade. Os participantes se utilizam de duas, três ou das quatros técnicas ao mesmo tempo dependendo do nível de prazer e dor a ser alcançado. Para se prevenir de acidentes fazem uso de uma palavra de segurança.
2 – Algumas das técnicas menos dolorosas ou aquelas que geram menos danos são muito usadas em relações “convencionais” e como a personagem Anastácia diz quase todas as pessoas já deram ou querem dar uma boa “trepada sacana”.
3 – Passando para uma análise psicológica dos livros é uma história de superação já que o personagem Christian Grey vence seus medos e traumas causados durante sua tenra infância com o amor e os cuidados da personagem Anastácia.
4 – Ao se retirar as muitas partes de sexo se torna um romance banal e novamente veremos apenas um cara atormentado pelos fantasmas de uma infância traumática tentando ajudar uma mãe “prostituta e drogada” que não conseguia se proteger nem proteger um garotinho inocente.
Então nessa trilogia a autora de forma magnifica, abordou dois temas muito difíceis que são a sexualidade e abusos infantis, onde tudo começa na primeira infância tendo seus reflexos ao longo de seu desenvolvimento e só sendo solucionados na idade adulta.

Com esse post não quero afrontar os críticos que tiveram opiniões ruins a respeito da trilogia quero apenas dar minha pequena colaboração juntamente aos que adoraram tanto quanto eu os livros 50 tons de cinza.